A Andropausa e a Reposição
Hormonal Masculina
Muito já se conhece e se comenta sobre a menopausa
e os processos característicos dessa fase na mulher.
Porém, no que se refere aos homens, que costumam
ser mais negligentes em relação à saúde,
pouco se comenta sobre a sua "menopausa", denominada
"andropausa".
Para os especialistas, até mesmo este último
termo é contestável. O correto não
seria nem "menopausa masculina" nem "andropausa",
mas sim "Deficiência Androgênica Progressiva
do Envelhecimento Masculino", cuja sigla em inglês
é PADAM (Partial androgen deficiency of the ageing
male).
Durante este processo verifica-se diminuição
progressiva das taxas de testosterona no homem. Podem ocorrer
aumento na proporção de gordura corporal,
diminuição da massa muscular, tendência
à anemia e osteoporose. Outras alterações
freqüentes são: diminuição do
desejo sexual, mudanças no desempenho sexual (dificuldade
de ereção), letargia, perda de pelos faciais
e do corpo, dificuldade de concentração, problemas
de memória, apatia e depressão.
A testosterona é o hormônio masculino mais importante antes e logo após o nascimento no indivíduo do sexo masculino. Ele é produzido pelas células de Leydig, nos testículos, que, por sua vez são estimuladas por hormônios da glândula Hipófise. No final da formação embrionária, a testosterona provoca a migração dos testículos para a bolsa escrotal. Após o nascimento, o hormônio masculino desempenha importante papel durante a puberdade, quando ativa a produção de esperma, faz o pênis crescer, os pêlos aumentar, a voz engrossar e ajuda, ainda, no desenvolvimento da próstata. |
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A testosterona também é responsável
pelo alargamento da laringe e pelo espessamento das cordas
vocais. Durante a vida do homem, a testosterona colabora
com a manutenção da massa muscular, do tecido
ósseo e acredita-se que colabore, ainda, para a
boa saúde e bom humor.
Reposição hormonal
Com isso, a reposição hormonal (até
pouco tempo, exclusividade das mulheres), passou a se
tornar cada vez mais comum entre os homens.
O diagnóstico da andropausa pode ser auxiliado
por alguns exames clínicos: sangüíneo
(para medir o índice de testosterona), espermograma
(para medir a quantidade de espermatozóides), urológico
(conhecido como "exame de toque"), densitometria
óssea (que detecta a osteoporose) e ecografia da
próstata e abdome.
Embora ainda não exista um consenso entre os especialistas,
o tratamento costuma ser realizada de quatro formas: via
intramuscular (com injeções), via transdérmica
(adesivos e gel), via oral (cápsulas ou comprimidos)
e via subcutânea (implantes). A novidade no tratamento
é um gel cujo princípio ativo é a
testosterona. O gel custa, em média, R$ 43,00,
mais barato do que os adesivos de testosterona.
A diminuição nos níveis de testosterona
faz parte do processo de envelhecimento masculino. A reposição
hormonal traz vantagens como a melhora da força,
da massa muscular, da contagem de hemácias (células
vermelhas do sangue) e da memória. Estudos recentes
indicam que a testosterona pode proteger o coração
por aumentar o HDL (bom colesterol). Porém, antes
de se decidir por realizar a reposição hormonal
deve-se ponderar entre seus benefícios e riscos.
Os riscos comprovados são crescimento das mamas,
aumento dos glóbulos vermelhos do sangue (o que
pode predispor a derrames e infarto), lesões no
fígado, como hepatite e câncer, retenção
de água e sais minerais (o que pode agravar insuficiência
cardíaca e hipertensão) e aceleração
do crescimento de tumores da próstata. Há,
ainda, o risco não comprovado do aumento do colesterol,
que é fator de risco de infarto e derrame.
Se comparado com as mulheres, o número de homens
que recorrem à reposição hormonal
ainda é muito pequeno. Porém, da mesma forma
como ocorre com as mulheres, o tratamento para os homens
deve ser dependente de uma avaliação e acompanhamento
médico, levando-se em conta seus prós e
contras, para que os benefícios sejam otimizados.
Reposição hormonal feminina
Quando a mulher pára de menstruar, seu organismo
deixa de produzir os hormônios femininos estrogênio
e progesterona, o que causa diversas reações
no organismo: calores, pouca lubrificação
vaginal, enfraquecimento dos ossos, aumento da quantidade
de colesterol no sangue, concentração de
gordura na região abdominal e uma série
de outros problemas.
Para reduzir esses efeitos, há cerca de 20 anos,
começaram a ser desenvolvidas diferentes terapias
de reposição hormonal, baseadas na prescrição
de hormônios sintéticos que substituem a
progesterona e o estrogênio.
A cada ano, aumenta o número de mulheres aptas
ao uso dos hormônios, pois os remédios apresentam
cada vez menos efeitos colaterais. Mas é preciso
fazer exames para saber o tipo de hormônio a ser
utilizado e por qual via será melhor administrado:
se por via oral, por adesivos grudados na pele ou até
por spray nasal.
Embora a reposição hormonal esteja ganhando
cada vez mais adeptas, pesquisas alertam para os riscos
da terapia. Estudo feito pela Women's Health Iniciative
com mais de dezesseis mil mulheres nos Estados Unidos
mostrou que uma combinação de remédios
muito usada, feita com hormônios femininos retirados
da urina de éguas grávidas, aumenta consideravelmente
a incidência de derrame (41%), ataques cardíacos
(29%) e câncer de mama (26%) nas mulheres que utilizam
o tratamento.
Segundo especialistas, quando a reposição
não é feita, diversos problemas podem ocorrer,
como ressecamento vaginal, ondas de calor, pele mais fina,
enrugada e com manchas escuras. Com o tempo, a distribuição
de gorduras se modifica, com predomínio principalmente
na barriga. Ocorre ainda atrofia da uretra, incontinência
urinária e infecções urinárias
de repetição. A longo prazo aumenta a possibilidade
de ter osteoporose, mal de alzheimer e doença cardiovascular.
Portanto achamos que as vantagens da reposição
supera em muito os riscos.
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